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abr
17

Vai pegar fogo!

A Uefa Champions League chegou agora na fase dos grandes jogos, onde os gigantes se encontram. Tanto que até a Globo, que não manja nada de futebol internacional, vai transmitir jogos.

É consenso que o jogo de hoje entre Real Madrid x Bayern de Munique é o mais equilibrado (no papel) e deve ser o mais tenso em relação a outra semifinal entre Barcelona x Barcelona.

Apesar dos palpites da imprensa dando favoritismo ao Real Madrid, acho que não é tão simples assim. Os Merengues são fregueses historicamente dos Bávaros, sendo que em 18 jogos entre eles foram 10 vitórias dos alemães contra 6 dos espanhóis.

O mais interessante para nós espectadores é que trata-se de um duelo sempre com muitos gols, assim vai ser difícil ter hoje um jogo modorrento.

Vejam um destes tensos confrontos históricos e se vamos torcer para um duelo com muita emoção hoje!!

Temporada 2000/2001

Real Madrid (4-4-2): Casillas; Salgado (Munitis, 78min), Hierro, Karanka Carlos; Helguera, Makelele, Figo, McManaman; Guti (Savio, 55), Raul.

Bayern Munich (3-5-2): Kahn; Kuffour, Andersson, Linke; Sagnol, Effenberg, Jeremies, Lizarazu, Salihamidzic; Scholl (Sergio, 72), Elber (Jancker, 74).

mai
4

Vai dar Manchester – Ass. Mãe D…

Sou fã do futebol europeu desde os 12 anos – hoje tenho 32, já assistia as partidas da Champions League desde os tempos em que ainda não existia a TV a cabo, todos os jogos passavam na TV aberta e eu ainda nem sonhava em trabalhar. O que sempre me chamou mais a atenção lá é que os melhores estão em campo para decidir um ano em um jogo único. Quem tiver paciência de ler o quem vem pela frente se surpreenderá como eu sempre me surpreendi.

Desde 1992 noto que elencos fortes sempre voltam a luta mas nem sempre conseguem o topo novamente. Vejam a sequência de acasos do destino: tudo começou na temporada 91/92, quando o Barcelona ganhou de 1×0 da Sampdoria na prorrogação com Zubizarreta, Koeman e Stoichkov em campo. Ai em 92/93 o Milan chegou na final e perdeu por 1×0 para o surpreendente Olimpique de Marselha de Abedi Pelé, Boksic, Deschamps e Desailly. Em 93/94 o Milan chega novamente, já sem os holandeses, e encara o Barça reforçado com nada mais nada menos que Romário, então teoricamente mais forte do que o Barça de dois anos atrás, porém o Milan ganha de 4×0. Ai em 94/95 o Milan volta a final para perder de outro emergente, o Ajax, que só tinha Davids, Litmanen, Kluivert, Kanu, Van der Sar, Overmars e os irmãos De Boer. Em 95/96 o Ajax volta a final, mas dai para perder da Juventus de Turim, da dupla Fabrizio Ravanelli e Gianlucca Vialli, nos penaltis. Ai Em 96/97 é a vez da Juve voltar a final para perder por 3×1 para mais um furacão, o Borussia Dortmond de Muller, Sammer, Chapuisat e Riedle. Mas a Juve tem nova chance em 97/98, já com Zinedine Zidane em campo, e perde novamente, agora por 1×0 para o Real Madrid – gol de Mijatovic.

Em 98/99 temos uma pausa nessa confusão com o jogaço memorável e inesquecível entre Manchester United de Backham e Bayern de Munique de Mathaus, com aqueles dois gols nos acréscimos que deram a vitória ao time inglês por 2×1 de virada. Em 99/00 é a vez do Real Madrid voltar a final, mas para ganhar novamente, desta vez da revelação Valencia. Ai este mesmo Valencia – renovado – chega de novo a final em 00/01, mas para encarar o mordido Bayern de Munique, que com Stefan Effenberg ainda jogando em alto nível e Oliver Kahn no gol ganha a decisão nos penaltis. Em 01/02 é a vez do Real chegar novamente e de novo levar a taça – com golaço de Zidane na final, desta vez sobre a revelação Bayer Leverkusen de Michael Ballack.

Em 02/03 duas gerações renovadas de Milan e Juventus fazem a final mais feia de todas estas citadas e das que ainda virão (só para ter uma base, Roque Jr. era o lateral direito do Milan), com um jogo retrancado que termina em 0×0 e vitória do Milan nos penaltis. Vamos pular 03/04 – por motivo obvios – para chegar em 04/05, onde o Milan vai de novo para a final, já com Kaka e Shevchenko, agora para perder do Liverpool dos guerreiros Carragher e Gerrard, que mesmo perdendo o 1º tempo por 3×0 chegaram ao empate no 2º, seguraram a prorrogação e ganharam nos penaltis. Novamente pulamos 05/06 – agora por motivos pessoais – para em 06/07 vermos outra final entre Milan e Liverpool. Desta vez, com o time melhor, os Reds perdem para os Rossoneri por 2×0. Pulamos agora para a temporada 07/08, quando vemos uma final inglesa entre o tradicional Manchester United de Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo e o milionário Chelsea de Didier Drogba, Frank Lampard e John Terry. Aliás, foi este último que escorregou quando batia o último penalti, após empate de 1×1, e deu a vitória aos Red Devils. Tudo isso fez o Manchester chegar a mais a final de 08/09, mas desta vez para perder para o Barcelona de Lionel Messi e Samuel Eto’o.

Por fim, se pularmos a última temporada atípica (09/10), chegamos a final da UEFA Champions League de 10/11, que será disputada entre o melhor time do mundo, o Barça, que conta com Messi, Inista, Xavi e Puyol, contra o (ou um dos) time mais tradicional desta era, o Manchester United, agora envelhecido e só com Rooney em uma fase não muito brilhante – mas com o trunfo “Sir” Alex Ferguson. Se vocês me perguntarem quem ganha e eu parar para analisar a numerologia das coinscidências apresentadas nesta narrativa, respondo de cara: Manchester United.

mai
4

De volta ao mundo real

Acabou a série histórica de confrontos entre Real Madrid e Barcelona que estava nos acostumando mal nestas últimas semanas.

Foram 4 jogos, 1 vitória e 1 empate para cada. O Real conquistou a Copa do Rei na prorrogação. O Barça saiu ganhando já que, saiu da batalha, praticamente Campeão Espanhol e está nas finais da Uefa Champions League.

Os confrontos foram muito equilibrados, tanto que a goleada de 5 a 0 aplicada pelos blaugranas no 1º turno do Campeonato Espanhol não esteve nem perto de acontecer. E o troco não se repetiu como dissemos aqui no blog que poderia acontecer pelo histórico do clássico.

Pudemos concluir que o estilo de jogo do Barça, se recuperou plenamente e vem vitorioso desde a época de Ronaldinho Gaúcho que chegou ao clube em 2003 e continua embalado, mostrando que o futebol ofensivo e sem vaidades pode sim ter sucesso.

O Barça enfrentou o time que tem o melhor elenco do mundo, um elenco de galácticos, e comprovamos com números, principalmente de posse de bola durante as partidas, que o time passou no teste com louvor.

Para o Madrid, resta repensar o que se precisa melhorar, não só contratando novos galácticos, mas também sua maneira de jogar e principalmente na ingerência dos diretores em cima do trabalho do técnico. Seja ele o José Mourinho, Manoel Pellegrini ou Luxemburgo.

Vejam os gols do último capítulo da série: