Está faltando é craque
O noticiário esportivo está cheio de matérias e especulações sobre jogadores que criam grande expectativa dos torcedores, lógico que contanto com uma valorização da imprensa nestes nomes. Afinal é preciso vender jornais, gerar acessos em sites e este é o momento mais propício.
O torcedor está confundindo ultimamente o que é um craque e o que é um bom jogador. O passado de muitos destes jogadores especulados são colocados de lado propositalmente por torcedores só para ganhar a concorrência do rival ou tirar um sarro porque o jogador foi revelado no time adversário.
Será que vale o investimento milionário em nomes como Tevez, Vagner Love, Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Montillo, Malouda e etc…?
Estes jogadores não são craques, são bons jogadores que têm um nome de grande apelo na mídia esportiva mas que não são os caras que vão chegar e levar um grande time ou uma seleção nas costas.
Nomes como Tevez, Vagner Love e Ronaldinho são citados com muito mais freqüência em confusões e polêmicas do que em jogadas geniais ou golaços. Ronaldinho por exemplo já deixou de ser jogador de futebol faz tempo, hoje podemos dizer que é um peladeiro, baladeiro, que não gosta de dar entrevistas e apesar de ter uma imagem conhecida no mundo todo não vende mais nada positivo para os clubes onde passa.
Carlitos Tevez então, além de não conceder entrevistas virou mestre em sair pelas portas dos fundos nos clubes em que passou. Tanto que ninguém tem coragem de desembolsar o que o Manchester City pede por não saber quanto tempo o “craque” vai ficar no clube.
Já os jogadores que hoje estão no mundo árabe, no leste europeu ou mesmo aqui no Brasil como Thiago Neves, Montillo, Jádson, Cleiton Xavier, Giuliano, Carlos Eduardo e William. São apenas bons jogadores e incógnitas, aliás, se fossem craques como pinta a imprensa tinham saído de seus clubes para o Milan, Real Madrid ou Barcelona não?
Cuidado com o que é divulgado e se informem, ou relembrem, o passado do jogador antes de se empolgar com especulações precipitadas.
Craque não é aquele que mostra em um ou dois jogos um bom futebol, é aquele que mantém um desempenho de alto nível por vários anos e ainda mantém o profissionalismo treinado forte e se dedicando ao time, vide Messi, Xavi e Cristiano Ronaldo.
Um vídeo do maior exemplo de todos pra começar a semana:
É muita emoção amigo!
Três camisas de muito peso no futebol, três times de guerreiros que enfrentaram muitas dificuldades durante o campeonato e superaram. Três times de raça, técnica e tradição.
Três times de muito conjunto que deixaram para trás elencos como do Inter de Leandro Damião, Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Cruzeiro de Montillo, o Santos de Neymar e o São Paulo de Luís Fabiano e Rogério Ceni.
O que vai dar nesse Brasileirão?
São 11 títulos Brasileiros na disputa do campeonato mais equilibrado, disputado e cheio de clássicos do mundo.
O Fluminense de Fred, Rafael Sóbis, Deco, Lanzini e Abel Braga?
O Vasco de Diego Souza, Felipe, Juninho Pernambucano, Fernando Prass e Ricardo Gomes (sempre presente para os jogadores)?
Ou o Corinthians de Júlio César, Ralf, Paulinho, Emerson Sheik e Liédson?
Não arrisco palpite, pois para os três times não tem bola nem jogo perdidos, tudo pode acontercer!
E por chegarem aonde chegaram e nas condições em que chegaram, já merecem comemorar e consequentemente o nosso respeito.
Notas e curiosidades
Sem rodada nos campeonatos europeus neste final de semana devido a data FIFA, nos resta então comentar os ocorridos estranhos e misteriosos da rodada do final de semana passado:
- Paris Saint-German campeão francês? Pois é, meus amigos, após anos e anos disputando a League 1, o PSG enfim ganha do poderoso Lyon por 2×0 em casa e belisca a liderança isolada do campeonato francês. Tudo isso após o time ter sido comprado por um sheik árabe, ter feito a compra mais cara da história do futebol francês – 38 mi de Euros e Javier Pastore – e ter reforçado todo seu elenco com figuras vencedoras e carimbadas como Diego Lugano, Jérémy Menez e Kévin Gameiro. Mas será que enfim conseguirá chegar ao tão sonhado título da liga?
- Julio Baptista rei da Espanha? Ele já jogou no Sâo Paulo, na Inglaterra e na Itália sem sucesso, e apenas na terra das touradas estourou de verdade, o que até o levou a seleção brasileira. La Bestia fez o 3º gol da sofrida vitória do Málaga por 3×2 sobre o de bicicleta, o que o levou ao topo na internet e volta a consagrá-lo no país, agora em um time comprado por um sheik árabe e que investiu pesado em contratações para tentar ser grande – similar ao Manchester City. Julio Baptista chegou à Espanha no Sevilha e fez 24 gols em sua primeira temporada e 25 em sua segunda, porém quando optou em ir ao Real Madrid para ser mais um teve seu rendimento comprometido. Voltará ao topo das paradas no país em que gosta tanto de jogar?
- Começou o campeonato para o Bolton? Após uma goleada por 4×0 na estréia sobre o recém promovido e outrora grande Queen Park Rangers, o mundo do Bolton ruiu. A tabela o presenteou com confrontos na sequência frente aos 5 grandes: 2×3 para o City, 3×1 para o Liverpool, 0×5 para o United, 3×0 para o Arsenal e 1×5 para o Chelsea. Neste meio tempo ainda perdeu em casa para o fraco Norwich por 1×2, mostra de que está com o moral abalado. E assim ruiu todo o planejamento de uma temporada ou ainda há tempo de se salvar no 1º turno já que enfrentou – e perdeu para – todos os grandes?
- Uma nova exceção no Calcio? Clássico na Itália – salvo exceções – é sempre a mesma coisa: 0×0, 1×0, 1×1 ou 2×1, tudo porque o que prevalece no país é o jogo defensivo, onde ambos os times disputando um clássico estão preocupados em não perder, o que transforma o confronto em duelos de defesas. É muito comum os times terem seus esquemas alterados e seus titulares diferentes do padrão para inclusão de volantes ou zagueiros nas laterais. Pois bem, neste final de semana a Juventus, jogando em casa, conseguiu furar a retranca do Milan aos 43′ do 2º tempo com gol de Marquisio após tabela e bate-rebate na área do Milan, e rumava para mais uma das vitórias tradicionais em clássicos italianos quando o goleiro Abiatti aceitou um frangaço nos acréscimos em chute do meio da rua de Marchisio. Terá sido mérito da Vechia Senhora ou obra do destino para fugirmos desta regra chata?
- Jogo festivo no São Paulo é sempre fiasco? Meados de 1995 e lá vou eu para o Morumbi assistir São Paulo e Payssandu pelo Brasileirão com ingresso promocional a R$ 1,00. Resultado: Payssandu 2×1, dois gols do Mirandinha, o pai do vento. Virou o ano e lá vou eu de novo assistir São Paulo e América de São José do Rio Preto pelo Paulistão, de novo por R$ 1,00, desta vez no Pacaembú – o Morumbi estava em obras. Resultado: América 3×2, com 2 gols de Adriano, aquele camisa 10 da seleção sub-20 de 1993 e que foi comprado pelo São Paulo após o Paulistão deste ano. Revivi tudo isso no jogo deste final de semana contra o Flamengo, derrota em casa por 2×1 com público récorde no campeonato de 63 mil espectadores. Será que devo ir ao próximo jogo festivo do São Paulo?
Gostaria de saber se minhas teorias estão certas e se vocês concordam com elas, então aguardamos muitas respostas e comentários. Mas que é isso ai é!
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